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A Copa do Mundo de 2018 na Rússia começou nesta quinta-feira, 14, com uma grande novidade: o árbitro de vídeo, um sistema informatizado que auxilia o árbitro dentro de campo na hora de tomar decisões em lances polêmicos.

Pode não parecer, mas há uma boa dose de tecnologia envolvida no chamado VAR (sigla para “video assistant referee”, eu “árbitro assistente de vídeo”, em português). E tudo começa num local que fica fora dos estádios onde os jogos acontecem.

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Estamos falando da sala de operação de vídeo (VOR, na sigla em inglês), a central de comando dos árbitros de vídeo que fica dentro do Centro Internacional de Transmissão, em Moscou. É de lá que todas as emissoras de TV credenciadas para cobrir e transmitir a Copa organizam suas operações.

Dentro do VOR ficam as equipes de árbitros de vídeo. Em cada partida da Copa, quatro pessoas ficam de olhos grudados numa série de telas que monitoram cada jogo. Cada equipe é formada por um líder (o VAR) e seus três assistentes (AVAR1, AVAR2 e AVAR3).

Além disso, há quatro operadores de replay na mesma sala, que não são considerados árbitros. O trabalho deles é cortar e selecionar os ângulos captados pelas câmeras do estádio em cada lance e fornecê-los prontos ao árbitro de vídeo e seus três assistentes.

Uma rede de fibra ótica transporta as imagens captadas dos 12 estádios diretamente para a central de transmissão em Moscou em tempo real. Em cada estádio, há 33 câmeras fornecidas e operadas pela Fifa, que também são usadas pelas emissoras de TV que transmitem o campeonato para o mundo.

Das 33 câmeras, oito delas são “super slow-motion”, das quais quatro são “ultra slow-motion”. Além disso, os árbitros de vídeo têm acesso a mais duas câmeras usadas para flagrar jogadas de impedimento e que não são compartilhadas com as emissoras de TV.

Assim, quando um lance confuso ou polêmico acontece dentro de campo – um possível pênalti, por exemplo -, o árbitro pode solicitar a intervenção dos assistentes de vídeo, que, munidos de todas essas imagens, poderão ajudá-lo a tomar decisão correta em cada lance.

Veja o mapa das câmeras usadas pelos árbitros de vídeo abaixo:

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O impedimento

Quando um lance duvidoso acontece dentro de campo, o árbitro, se não tiver certeza do que ocorreu, pode solicitar a opinião dos assistentes de vídeo. No caso de um possível impedimento, entra em campo a linha de impedimento virtual.

Você já deve ter visto isto num jogo de futebol pela TV, mas esta é a primeira vez que o sistema pode, de fato, interferir numa partida. Usando aquelas duas câmeras especiais de impedimento, operadas de forma sincronizada, um programa de computador projeta uma linha virtual sobre a imagem do campo.

Ângulo de visão, distorção da lente, curvatura de campo e muitos outros fatores são considerados ao calcular a verdadeira posição dessas linhas. A calibração das câmeras e dos software que projeta as linhas é feita por técnicos de uma empresa chamada Hawk-Eye Innovations.

A posição das câmeras e das linhas virtuais é calibrada antes de cada partida pela Hawk-Eye, sempre levando em conta as dimensões e condições exatas do campo e do estádio no dia da partida. Isso inclui o uso de marcadores no gramado e um software de mapeamento 3D.

Afinal, não basta calibrar o posicionamento de objetos no campo em uma dimensão horizontal, mas é preciso, também, preparar o sistema para identificar objetos no ar – como um zagueiro que salta para disputar uma bola no alto, por exemplo.

O vídeo abaixo (em inglês) dá uma noção de como o sistema funciona.

Foi gol?

Por fim, o árbitro de vídeo incorpora uma inovação que fez sua estreia em Copas do Mundo quatro anos atrás, no Mundial disputado no Brasil: a tecnologia de linha de gol, que determina se a bola passou ou não da linha de fundo.

Sete câmeras estrategicamente posicionadas ao redor das duas metas do campo observam atentamente caso a bola cruze a linha de fundo por completo. Além disso, um conjunto de cabos posicionados abaixo do gol, sob a grama, acompanham o posicionamento de um chip que fica dentro da bola por meio de distorções em um campo magnético.

Um software cruza todas essas informações e conclui, em uma questão de segundos, se a bola cruzou totalmente a linha de fundo ou não, caso o árbitro dentro de campo não tenha certeza. Se foi gol, um relógio digital conectado ao sistema vai vibrar no pulso do árbitro e também na cabine dos assistentes de vídeo.

Toda essa tecnologia incorporada ao futebol não elimina a necessidade de um árbitro humano dentro de campo. Vale destacar que estes sistemas só podem ser usados quando o árbitro principal da partida exigir informações de fora do campo. A decisão em cada lance, no fim das contas, continua nas mãos do homem, e não da máquina.

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