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Numa longa entrevista à jornalista Kara Swisher, do site Recode, publicada nesta semana, o CEO e fundador da empresa, Mark Zuckerberg, falou sobre o trabalho de “limpeza” do feed de notícias em busca de notícias falsas e discursos de ódio.

Nesta semana, a empresa anunciou que vai excluir boatos que possam incitar violência. Mas Zuckerberg continua reticente quanto à responsabilidade de identificar o que pode gerar violência e o que é “liberdade de expressão”. Como exemplo, ele citou o Holocausto.

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Durante a Segunda Guerra Mundial, o estado nazista liderado por Adolf Hitler promoveu um programa de extermínio étnico que resultou no assassinato de cerca de 6 milhões de judeus em campos de extermínio. Entretanto, há quem diga que o genocídio não aconteceu.

“Eu sou judeu e há um grupo de pessoas que negam que o Holocausto aconteceu”, disse Zuckerberg na entrevista ao Recode. “Eu acho isso profundamente ofensivo. Mas no final das contas, não acredito que nossa plataforma deva derrubar isso, porque acho que há coisas que pessoas diferentes entendem errado. Eu não acho que eles estão errando intencionalmente.”

A fala surge num momento da entrevista em que Kara pergunta a Zuckerberg o motivo pelo qual o Facebook se limita a reduzir o alcance de “possíveis farsas” em vez de removê-las por completo do feed de notícias dos usuários.

“Por mais repugnante que alguns desses conteúdos possam ser, acho que tudo se resume ao princípio de dar voz às pessoas”, explica Zuckerberg. “O que nós dizemos é: ‘OK, você tem sua página e, se não estiver tentando organizar violência contra alguém, você pode colocar esse conteúdo em sua página, mesmo que as pessoas possam discordar ou achá-lo ofensivo’.”

A fala de Zuckerberg sobre o Holocausto gerou polêmica nas redes sociais e na mídia. Organizações judaicas nos Estados Unidos se posicionaram contra a fala do executivo. “A negação do Holocausto é uma tática de engano intencional, deliberada e antiga de antissemitismo que é, sem dúvida, odiosa, ofensiva e ameaçadora para os judeus”, disse Jonathan Greenblatt, diretor nacional da Liga Antidifamação, uma organização judaica norte-americana, ao Motherboard.

“A mídia social nos dá uma oportunidade para discussão, mas com responsabilidade de não causar o mal. Negar o Holocausto causa o mal”, afirmou Alexandra Devitt, diretora de comunicação do Centro Anne Frank, também ao Motherboard. A polêmica levou Zuckerberg a se retratar.

Num e-mail enviado ao Recode após a entrevista, Zuckerberg fez questão de esclarecer seu ponto de vista em relação ao Holocausto. “Eu pessoalmente acho a negação do Holocausto profundamente ofensiva, e eu absolutamente não pretendia defender as pessoas que fazem isso intencionalmente”, disse o CEO.

“Se algo estiver viralizando e for classificado como falso pelas agências de checagem de fatos, isto perderá a grande maioria de sua distribuição no feed de notícias. E, claro, se um post passar dos limites e defender violência ou ódio contra um grupo em particular, ele será removido”. Mas, embora estas questões sejam complexas, “eu acredito que muitas vezes a melhor maneira de combater dircurso negativo é com discurso positivo”, declarou Zuckerberg.

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